Château D'eau
Publicação:
Nome: Château D'eau
Endereço: Praça Balthazar de Bem
Cidade: Cachoeira do Sul
Uso Atual: Monumento
Portaria: 15/2017
Número do Processo: 0508-1100/08-7
Número de inscrição do Livro Tombo: 142
Data de inscrição no Livro Tombo: 04/10/2018
Data de Publicação em D.O.: 27/03/2017
Observações:
O Château D'Eau é um chafariz histórico que fazia parte do sistema de distribuição de água da cidade de Cachoeira do Sul. O monumento foi posto em funcionamento em 18 de outubro de 1925. A concepção foi do Eng. Walter Jobim e o projeto estrutural do Eng. Antonio de Siqueira, pertencente ao quadro da Secretaria de Obras de Estado. As figuras femininas e o Netuno colocado no topo do reservatório são dos escultores Gaudenzi e Adloff e a execução da estrutura foi realizada pela Empresa Silveira, Soares e Cia. O conjunto foi implantado no centro da Pça. Baltazar de Bem, com linhas clássicas conforme a tendência da época, tendo sido símbolo do desenvolvimento local. Fica próximo à Igreja Nossa Senhora da Conceição e à Antiga Intendência. O bem sofreu várias intervenções e acréscimos ao longo do tempo. Em 1930 foram plantadas palmeiras circundando a obra. Três anos mais tarde houve a recuperação com melhoramentos no sistema de iluminação. Em 1959 foi introduzida uma nova bacia, mais profunda e com fontes luminosas em forma de estrelas de cinco pontas. Posteriormente, em 1964, foi pintado e a bacia mantida com peixes decorativos. A obra deixou de integrar o sistema de distribuição de água da cidade na década de 1970. O Château d'Eau foi declarado integrante do Patrimônio Cultural do Estado pela Assembleia Legislativa do Estado (2006) e tombado em nível municipal (2012). O tombamento estadual do conjunto arquitetônico do Château D’Eau, oficializado pela Portaria SEDACTEL Nº 15/2017, inclui a estrutura de concreto armado, toda a colunata e o gradil de ferro, as oito ninfas e a figura de Netuno, a cúpula da parte superior e todos os detalhes decorativos e construtivos do conjunto. Está tombada também a implantação original, assim como o calçamento em pedra portuguesa com os desenhos da concepção original do projeto. A restauração do monumento foi iniciada em 2016 e concluída em 2017, com financiamento da Corsan.
Fontes: processo de tombamento e arquivos IPHAE